25

novembro.2013

Em busca do primeiro emprego

Há mais de 10 anos avalio e contrato candidatos para diversos cargos no mercado de comunicação. Já selecionei designers, atendimento, planejamento, administradores, programadores e diversos outros profissionais, dos níveis mais variados. Para saber mais sobre minha trajetória profissional, acesse meu LinkedIn ou meu blog.

O que mais me chama atenção é a dificuldade que as pessoas têm na hora “conversar” com a empresa onde gostariam de trabalhar. Simples assim.

A dificuldade aparece em relação à formalidade, à falta de personalidade, aos generalismos e à falta de uma abordagem diferente, que faça com que o candidato se destaque em meio as “pilhas” de currículos recebidos por e-mail todos os meses.

No caso especifico das agências digitais, afirmo que o mercado é muito vasto e com muitas vagas e oportunidades. No entanto, não existe oportunidade ou chance para quem não sai da caixa, não tem formação ou não sabe se comunicar. Formação não é apenas ter uma faculdade.

Mas na prática, como se diferenciar? Comece a sair da caixa!

Você já ouviu falar do teste dos 9 pontos?

Esse teste mostra o quanto é difícil pensar diferente. E é muito importante pensar diferente para se diferenciar de outros candidatos.

Claro o teste não prova nada sobre ninguém, mas ajuda a entender como é difícil encontrar pessoas que pensem diferente.

Ok, mas o que buscamos na hora de contratar?

a) Pessoas comprometidas

– Que vistam a camisa da empresa;

– Que sejam pro ativas;

– Que não faltem à toa;

– Que se empenham;

– Que saibam trabalhar em equipe;

– Que resolvam problemas.

b) Que pensem fora da caixa

– Que consigam olhar para o que todos olham, mas enxerguem possibilidades diferentes.

Muitos candidatos por vaga X Muitas vagas por candidato

Sim, os dois casos existem. O primeiro parece se mais normal, mas o segundo talvez seja até mais frequente.

Isso por que às vezes é muito difícil arrumar um profissional que preencha os requisitos para uma vaga. Novamente, a questão não é formação acadêmica e, sim, perfil e experiência, visto que muitas vezes as informações são tão rápidas que não temos profissionais aptos a dar cursos.

Perfil que busca o contratante

Como falei, recebemos dezenas (às vezes centenas) de currículos por mês.

Como fazemos para escolher os que avaliaremos com mais atenção? Com critérios que parecem óbvios para quem contrata, mas que quase nunca são explorados pelos candidatos:

• Foram indicados por alguém (QI);

• Têm uma boa carta de apresentação;

• Foco em uma vaga especifica;

• Tem boa redação e clareza nas ideias.

Peça ajuda, como a de um professor, para ter uma opinião sobre seu currículo.

Do que os contratantes fogem!

Maioria dos candidatos NÃO tem o perfil que buscamos.

• Total despreparo, não sabem mandar e-mail, se vestir e se portar;

• Formação “fraca”: cursam boas faculdades, mas não sabem explicar as matérias do semestre. Às vezes, nem sabem escrever direito;

• Acham que trabalhar com comunicação é só “desenhar”, criar “sacadinhas” e fazer “um anúncio bacana”;

• Nenhum conhecimento sobre o mercado digital, campanhas Cross Mídia;

• Não se diferenciam pois não: falam outras línguas, viajam, tem repertório de vida, assistem bons filmes, conhecem lugares.

“Se eu estivesse na Facu hoje em dia, aproveitaria muito mais!”

Cases de InSusesso

Candidatos que tentaram um estágio, mas dançaram:

• “João”, que com 26 anos nunca tinha trabalhado. Não tinha postura, se vestia mal, não penteava o cabelo e não sabia diferenciar brincadeira e trabalho etc. O pior? Foi indicação de um professor da faculdade dele!

• “Maria”, que chegou para a entrevista e não sabia NADA sobre a Pulso, nem sobre os temas propostos para a vaga;

• “José”, que mandou um super currículo para programador, no formato de um Hotsite e usando nossa linguagem interna (por exemplo, ser um Pulsábio). Só que não apareceu no dia da entrevista…

• “Ana”, que por ser heavy user de Facebook achou que seria fácil trabalhar como Analista de Mídias Sociais. Só que não sabia nem o que era mkt viral, métricas, comportamento etc.

Qual o segredo? Planeje e Prepare-se antes!

É preciso se diferenciar das dezenas de pessoas que também querem a mesma vaga:

• Aprenda a língua dos comunicadores e não bóie quando o assunto for Branding, ROI ou CPM;

• O futuro é digital, PENSE digital! (não adianta apenas ser usuário do Facebook)

• Estude e entenda cases e possibilidades de ações Cross Mídia;

• Leve seu currículo impresso, desenhos, portfólio, trabalhos, tudo que achar relevante;

• Descubra como se vestem as pessoas da empresa, para não pagar mico (terno? bermuda? camiseta? boné?);

• Estude a empresa onde você quer trabalhar, prepare perguntas, fale sobre um trabalho recente, mostre interesse;

• Não tente ser quem não é, mas buscar afinidades;

• Surpreenda o entrevistador ao falar sobre um assunto de mercado que rolou ontem, um case, uma notícia, uma tendência;

• Conheça o cara que vai contratar você. Descubra sobre ele no LinkedIn, no Facebook, nas redes sociais. Conhecer seus gostos pessoais pode ser uma maneira interessante de se aproximar.

E  o mais importante:

Nós, entrevistadores, certamente vamos pesquisar sobre o candidato. Antes ou depois da entrevista. Então, muito cuidado para não escrever besteira nas Redes Sociais!

Conclusão

Existe um mercado IMENSO para quem pensa fora da caixa, é responsável e empenhado, que está disposto a trabalhar e aprender.

 Encare sua carreia como se fosse uma marca.

Qual imagem você quer passar? Qual imagem a empresa espera de você?

Capriche no visual (isso não significa que você deva colocar um terno!), valorize seus pontos fortes e prepare-se para ser questionado sobre seus pontos fracos.

Planejamento é SEMPRE importante. Até na hora de arrumar um emprego. Então, capriche no currículo, na estratégia para falar com a pessoa certa, e no visual da SUA MARCA.

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