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agosto.2016

O que o Pokémon GO vai agregar ao marketing digital?

Não há dúvidas: o Pokémon GO é uma febre no planeta e que em breve chegará ao Brasil. Falar sobre o sucesso que será, é chover no molhado, mas isso não deixa de ser uma inovação, conceito que a Pulso, agência de marketing digital, domina e entrega nos projetos para seus clientes, por isso, estamos de olho nesse fenômeno para saber como isso pode gerar ações e resultados para nossos clientes. Assim como o Uber abriu ramificações com o Uber dos médicos, Uber das faxineiras, Uber das manicures e por ai vai, o Pokémon GO tem o potencial de ramificações, ao menos, é o que imaginamos.

Antes de pensar em qualquer ação, pensamos no consumidor como pessoas, para entender que para o sucesso de uma marca é preciso que essas pessoas não sejam apenas números. O Pokémon estreou no Brasil em 1999 e rapidamente se tornou um desenho de grande sucesso, atraindo crianças e adolescentes. Hoje, 17 anos depois, esses telespectadores, agora consumidores ativos, devem ter entre 22 e 32 anos e o sucesso se repete.

Sucesso é algo que não morre com o tempo, Pokémon sem dúvida é um clássico do início dos anos 2000, quem foi fã naquela época, até hoje permanece adorando Pikachu e Cia. Camisetas, brinquedos, acessórios ainda são vendidos aos montes. Nos EUA, por exemplo, um recente vídeo mostrou pessoas correndo atrás de um Pokémon raro no Central Park. Até aqui normal, mas o que chama a atenção no vídeo é a quantidade de adultos ser infinitamente superior a de crianças, ou seja, se tornou um jogo de adultos, os mesmos que nos anos 2000 eram crianças fãs do desenho.

Um case de sucesso foi de uma simples pizzaria em Nova York, onde segundo o Portal G1 “O pizza bar L’Inizio em Long Island, em Nova York, afirma que suas vendas saltaram 75% no fim de semana pela ativação do recurso “módulo de atração”, que atrai personagens Pokémons virtuais para a loja, assim atraindo jogadores próximos. O gerente da loja gastou US$ 10 para ter uma dúzia de personagens Pokémon colocados no local”, ou seja, atrair o Pokémon pode ser a grande sacada. Ideia simples, mas ou faz você primeiro, ou outros farão e perde o impacto. Para fazer essa atração, o estabelecimento precisa comprar Lure Modules dentro do próprio aplicativo. Esses itens atraem Pokémons para um PokeStop (seu espaço físico, por exemplo) por 30 minutos, ou seja, a ação precisa ser muito bem planejada, ou as pessoas vão ao estabelecimento, capturam o Pokémon e saem de lá sem ao menos dar o nome para o dono.

A ação precisa ser completa, ter um planejamento bem alinhado para que não seja apenas uma atração de um monte de gente para um determinado lugar. Sem dúvida, as pessoas serão atraídas para esse estabelecimento por causa do Pokémon, mas o que pode ser feito quando elas estiverem dentro da loja? Primeiro passo, é usar os canais da marca para avisar quando e onde o Pokémon estará. Se a marca tem uma rede de lojas, por exemplo, será preciso avisar qual (ou quais) terá o Pokémon. Redes Sociais, site, Email, Blog e até mesmo Google pode ser usado para essa ação.

Estando dentro da loja, o céu é o limite. O dono do estabelecimento pode oferecer descontos em um determinado produto, fazer alguma ação online que capte mailing (um iPad na loja por exemplo), abrir a loja online ou até mesmo ações da loja online na onda das divulgações de onde o Pokémon está. Segundo Ricardo Nunes, CEO da Ricardo Eletro, sempre que ele abre uma nova loja física, naquela região, a loja online vende muito pois o site está sempre nas campanhas impressas que tendem a atingir mais pessoas, como a TV por exemplo.

Para o marketing digital, o Pokémon GO pode representar uma quebra no medo de investir em realidade virtual. Pode ser uma oportunidade para se pensar em ações que ampliem o uso do celular para o mundo cada vez mais conectado e que não vê mais a diferença entre online e offline. Talvez, o Pokémon GO seja um quebra de paradigma que mostre que o celular é poderoso e vai além do site responsível e do app que não agrega nada, que é preciso ter interação entre marcas e clientes através do celular como uma plataforma de comunicação.

Mostrar que o marketing digital vai além do post do Facebook ou da campanha do Google, isso se tornou “default” não é inovação, não é estratégia, não é nada além de obrigatório a ser feito, tal qual, uma empresa ter um site. Estamos diante de uma oportunidade para tirar o medo das marcas em investir mais, em pensar como essa mecânica pode ser usada para vender mais em todos os canais da marca, aqui falamos de Omnichannel, elevar leads para uma faculdade ou mesmo aumentar o acesso ao vídeo promocional da marca. Usar menos mídia e mais interatividade e inovação.

Fica aqui a dica da Agência Pulso em usar essa estratégia como negócios e não entrar na onda porque é onda, as pessoas desprezam marcas que surfam em ondas nas quais nunca havia surfado. Crie a sua praia, se necessário!

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