06

agosto.2015

O Snapchat é só para mandar nudes?

Não. O Snap, como é carinhosamente chamado pelos íntimos, é aquele aplicativo que carrega a fama de ser especialista em trocar os famosos “nudes”,fotos de pessoas sem roupa. Mas essa é uma referência muito superficial, já que o app ultrapassa – de longe – essa “funcionalidade”. O Snapchat tem sim uma carga relacionada à confidencialidade, mas isso, na publicidade, é positivo. Se o snaper já segue uma empresa, por exemplo, está claro que tem interesse na interação com a marca.

Algumas marcas já soltaram a criatividade para aproveitar as duas opções de tempo que o aplicativo oferece: a de 24h, que fica na “Minha história”, na página do usuário. Ou o espaço “Inbox”, que tem as mensagens de 10 segundos. Algumas ações, experimentais e reais, usaram o aplicativo e deu certo. A americana Slim Jim, por exemplo, pediu que os usuários seguissem a marca e enviassem vídeos contando suas experiências sobre alguns produtos. Outras campanhas desafiavam o consumidor a fazer fotos ou vídeos dos produtos em situações diversificadas.

Um ponto negativo é que “o que acontece no snap, fica no snap”. Ou seja, o aplicativo não fornece às marcas métricas convincentes e profundas o bastante.

Segundo uma pesquisa realizada pelo jornal inglês The Guardian, mais de 2 bilhões de vídeos são trocados diariamente. Ou seja, o número não pode ser ignorado. Outro ponto relevante é o público do Snapchat, que é, na maioria, jovem. Esse público é o que chama a atenção por estar disperso em todos os meios, desde os mais tradicionais, como o rádio, até os mais modernos, como a internet – então vale um esforço para encontrar essa turma.

A dica para o uso dos novos meios, que desafiam os criativos e as marcas, é para testarem sem medo as funcionalidades até encontrarem algo que seja positivo, sem ser invasivo. Afinal de contas, ninguém quer que as redes sociais se tornem palco de exibições publicitárias sem fundamentos. Se a marca decide estar em uma plataforma, deve existir alguma razão, pois se não voltamos àquela fama terrível da qual corremos todos os dias, a de que “a publicidade só está aqui pra atrapalhar”, como foi quando chegou ao Youtube.

Se formos olhar o aplicativo sem compromisso com a publicidade, a comunicação pode ser bastante criativa. A onda agora é interagir a foto real com intervenção dos emojis, fazendo uma brincadeira gráfica simples, mas divertida. A criatividade realmente cabe em qualquer espaço e em qualquer tempo. Que sorte a nossa!

“Desaparecer rápido” não deve ser visto como um problema. O anúncio pode sim desaparecer rápido, o que não pode é a marca.

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