19

maio.2014

Qual a sua privacidade no Facebook?

Você já parou para pensar qual é a sua privacidade no Facebook, tendo ou não uma conta na maior rede social do mundo?

Vamos começar pelo famoso “Curtir”, que já virou até gíria no nosso dia a dia. Este simples botão, que está até mesmo fora da rede, em quase todos os sites que acessamos. As páginas que têm essa ou qualquer outra funcionalidade do Facebook registram em um banco de dados muitas informações sua, por onde e como você está navegando, e registram seus gostos.

Ok, mas como ele sabe que é você? Simples, existe uma funcionalidade em seu navegador chamado cookie, que pode guardar algumas informações mesmo se você fechar seu navegador e voltar depois. Nele fica registrado um número de identificação de navegação e o número de identificação do usuário. Se em qualquer momento você acessar sua conta do Facebook pelo mesmo navegador, o cookie vinculará toda sua navegação ao seu usuário.

Não, não acaba por aqui. O cookie também lê todo o conteúdo da página e guarda as palavras-chave. Assim, ele entenderá mais seus gostos e, se você clicar em algum momento no botão “Curtir”, ele saberá exatamente seu interesse por aquele determinado assunto.

Isso tudo é só sobre o botão “Curtir”. Há ainda outras coisas que já utilizamos no Facebook, como a possibilidade de se cadastrar em outros sites pela própria rede social. No entanto, esses sites podem visualizar nossas informações sigilosas, aplicativos, jogos, conversas por mensagem etc.

Acho que já deu para ter uma ideia da quantidade de informações que o Facebook tem de você, né?

Tudo isso no seu computador. Mas, e no celular?

Você lê todas as permissões que tem que aceitar ao instalar aplicativos em celular ou tablet? O app do Facebook praticamente te diz: “quero acesso completo ao seu dispositivo, você aceita?” E, normalmente, nós apenas clicamos em “Aceitar”, sem nem ao menos ler.

Abaixo cito algumas coisas que nós permitimos que ao aplicativo:

– Ler a configuração de serviço do Google
– Ler suas mensagens de texto (SMS ou MMS)
– Acesso total à rede
– Fazer download de arquivos sem notificação
– Ler compromissos na agenda e informações confidenciais
– Sobrepor outros aplicativos
– Ler seus contatos
Esses são apenas alguns dos principais acessos que ele tem sobre seu dispositivo mobile. Se você quiser a lista completa, acesse a página do aplicativo na loja Google Play ou então na App Store.

Nós aceitamos esse termo de privacidade quando nos cadastramos no Facebook e lá diz que a rede terá acesso a todas essas informações. Mas ficamos com a sensação de que eles são tão legais que não vão disponibilizar nossos dados para terceiros. Só que eles podem, sim, utilizar essas informações para a venda de espaços publicitários e anúncios.

Você já deve ter percebido que quando faz uma busca por uma bicicleta ou apenas cita no chat com amigos que estava com vontade de comprar uma, anúncios de bicicletas são exibidos a você, sem limites. Isso se chama remarketing e é uma técnica de publicidade online muito utilizada pelas marcas.

Mas o Facebook não é o único que faz isso. O Google, por exemplo, tem um sistema operacional próprio para celulares, o Android, e seu próprio navegador, o Chrome; e, partir deles, consegue ler e fazer o que bem quiser com os nossos dados. O mesmo acontece com a Microsoft e o Windows, e por aí vai…

O problema não está na pratica e, sim, na atenção que devemos ter ao aceitar os termos de privacidade das redes sociais, sistemas operacionais e navegadores que utilizamos, e onde compartilhamos tantos dados de nossa vida pessoal.

E aí, você acha que existe privacidade no mundo da internet?

Por Felipe Venturini, coordenador de projetos da Agência Pulso.

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