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novembro.2015

Sexta-feira 13 pede café, papo e boas risadas e muita reflexão.

Independente do número supersticioso, a sexta-feira repetiu o clima descontraído de toda semana com mais um café da manhã de confraternização e trabalho aqui na agência.

Depois nos deparamos com os tristes acontecimentos e nos solidarizamos com aqueles que sofreram com a intolerância. A vida segue, com o desejo de que o mundo tenha mais sextas-feiras e dias inteiros de papo descontraído e amizade.

Começamos o dia entre pães, frios e, é claro, muito café para falarmos sobre as novidades da equipe de desenvolvimento, que deu uma aula de WordPress para a galera contando as implementações dos últimos tempos, reafirmando o gabarito dos profissionais da equipe que  antecipam o que será realidade e ratificam a autoridade da Pulso. Aliás, para manter este conhecimento afiado e acompanhar as novidades, no dia 28 de novembro o time marcará presença no WordCamp, em São Paulo.

Voltando à mesa, entre um gole e outro, nosso diretor de arte Guilherme de Abreu compartilhou experiências muito interessantes sobre seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e o Curso Abril. Apesar da fama de pesadelo do trabalho final da faculdade, foi bacana ouvir que o Gui conseguiu extrair dos percalços oportunidades incríveis. Ele contou que desde antes da faculdade tinha um fascínio por Graphic Novels e decidiu fazer o TCC usando a estrutura de jogo como uma forma discursiva em uma narrativa gráfica. Porém, o que era sensacional para ele, não emplacou de imediato com o professor e fez seu grupo, pouco a pouco, ir desistindo da ideia enquanto o Gui se aprofundava cada vez mais no conceito.

Desentendimentos no seu grupo e em outros da sua sala provocaram uma dança das cadeiras e ele acabou em um novo grupo, que abraçou a ideia do romance gráfico e transformou os vetos e críticas dos professores em melhorias para o projeto. Baseado no filme Amnésia, eles criaram um livro que une a experiência do jogo por meio de um tabuleiro, permitindo que o leitor acompanhe a história e simultaneamente investigue um crime, o mesmo investigado pelo protagonista que sofre de uma condição de amnésia que o faz esquecer tudo a cada 15 minutos. Assim como o personagem, o leitor anota pistas e tenta desvendar a trama a cada nova informação. E como se isso já não fosse incrível o suficiente, o material ainda tem uma encadernação francesa de páginas soltas para ser lido em qualquer ordem. Singular!

Bom, depois de problemas de produção apontados na apresentação e novos ajustes, o projeto alcançou a formatação que eles queriam. Então, o inscreveram em premiações até que o Amnésia foi selecionado para a 11ª Bienal Brasileira do Design Gráfico e o Gui pré-selecionado para uma vaga no Curso Abril de Jornalismo, nas categorias de “Ilustração e Infografia” e “Design Editorial”. Passados mais alguns perrengues, tudo deu certo novamente e ele levou prêmio e aguarda a seleção do curso. Foram muitos riscos corridos, um quase suicídio acadêmico cometido, mas no final das contas a faculdade e o Curso Abril ensinaram para o Gui muito mais do que conhecimento técnico, ele aprendeu que é preciso acreditar em seus projetos, enfrentar as negativas, ouvir as críticas para reconstruí-los ainda melhores e, depois da entrega, aproveitar os louros. E no final do encontro, além de altas doses de cafeína, pudemos absorver importantes aprendizados.

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